Pouco mais de seis meses depois, de volta a Austin. Ainda volto a escrever pra dizer com mais detalhes e mais justiça o quanto esses amigos queridos tocam meu coração.
A estada começou com o grande Antonio Dionísio buscando a gente no aeroporto com seu Carrão amarelo. Depois, gravação do programa do Michael Crockett na KUT-FM. Comida mexicana, confusões habituais de produção (e outras não habituais -- que eu jamais me acostume com a desonestidade, só aprenda a me proteger dela...) e, uma vez o show de Houston cancelado, abriu-se um Sábado delicioso para curtir o clima incrível de Austin nessa época do ano, e a vista do lago (que lembra um tanto o Joá...)
À noite, um pulo na casa de Wayne Salzmann, o maravilhoso baterista com quem toquei aqui em Abril, e que faz parte do Gabriel Santiago Quartet, que vai dividir a noite comigo amanhã no MOMO´s.
Pilotando a churrasqueira, o baiano de ilhéus Gabriel.
No dia do show (um dos melhores da turnê -- mesmo com o baita contratempo do meu violão ter uma pane elétrica na hora do show, e eu ter que tocar com o violão de sete cordas, maravilhoso, mas sete cordas, do Gabriel...)
Aqui um trechinho do show. With a little help from my friends.
Digamos que é um bom hino do músico na estrada...
Pedro Moraes Tour USA
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
O Lago em Chicago
Nosso baixista, Patrice Blanchard, é o mais velho da banda, e sem dúvida o mais bem disposto. Aceitei seu convite para uma corridinha na beira do lago Michigan, que é a praia dos caras aqui. Lindo, estou impressionado. E exausto...
A cidade bordeja o lago, e os prédios imensos e estilosos formam uma harmonia curiosa com a aparente delicadeza da natureza. Digo aparente, porque o lago Michigan é a fonte dos famosos ventos e do frio que petrifica Chicago durante quase seis meses do ano (os caras tem 40, 50 abaixo de zero por aqui!)
Bom que viemos numa época de fato delicada. O Outono está agradável e sua luz é estonteante.
A cidade bordeja o lago, e os prédios imensos e estilosos formam uma harmonia curiosa com a aparente delicadeza da natureza. Digo aparente, porque o lago Michigan é a fonte dos famosos ventos e do frio que petrifica Chicago durante quase seis meses do ano (os caras tem 40, 50 abaixo de zero por aqui!)
Bom que viemos numa época de fato delicada. O Outono está agradável e sua luz é estonteante.
Terceira parada, Chicago!
Os shows que foram a partida e a âncora da turnê, sem os quais nada disso teria acontecido, foram as duas apresentações no Chicago World Music Festival. Este é o festival de músicas do mundo mais antigo dos Estados Unidos, e possivelmente o maior.
Vão aqui fotos do entardecer, no taxi, indo do aeroporto para o primeiro show:
O festival acontece da seguinte maneira -- além do Chicago Cultural Center, onde nos apresentamos no último dia, um prédio de uns 120 anos, com suas colunas, mármores e cúpulas de muito bom gosto -- o festival ocupa durante uma semana as principais casas de show da cidade, e promove uma programação variadíssima, variadíssima mesmo!
...bom, existe um filtro cultural gozado no conceito de "World Music", né? Afinal, existiria alguma "Music" que não é do "World"?
De todo modo, os organizadores reúnem um contingente artístico bastante interessante. Eis os caras que dividiram a van com a gente do hotel para o Chicago Cultural Center no segundo dia (na verdade, um deles, o do meio, teve que ser substituído por outra pessoa, porque foi barrado no aeroporto, entrando no país...). O projeto se chama "Slide to Freedom", e se baseia num instrumento inventado por Vishwa Mohan Bhatt, que é uma guitarra ocidental, ou havaiana, adaptada para o uso, com slide (um cilindro de vidro ou aço que desliza sobre as cordas), na música clássica indiana. Veja mais sobre a Mohan Veena
E veja uma apresentação deles em outro festival.
Aqui vai um vídeo com trechos da primeira apresentação no festival. A casa em que tocamos chama-se Schuba´s, e é, na opinião de todos os músicos daqui com quem conversamos, uma das mais interessantes de Chicago. Bom, não conheço as outras, mas devo, mesmo assim, concordar!
Vão aqui fotos do entardecer, no taxi, indo do aeroporto para o primeiro show:
O festival acontece da seguinte maneira -- além do Chicago Cultural Center, onde nos apresentamos no último dia, um prédio de uns 120 anos, com suas colunas, mármores e cúpulas de muito bom gosto -- o festival ocupa durante uma semana as principais casas de show da cidade, e promove uma programação variadíssima, variadíssima mesmo!
...bom, existe um filtro cultural gozado no conceito de "World Music", né? Afinal, existiria alguma "Music" que não é do "World"?
De todo modo, os organizadores reúnem um contingente artístico bastante interessante. Eis os caras que dividiram a van com a gente do hotel para o Chicago Cultural Center no segundo dia (na verdade, um deles, o do meio, teve que ser substituído por outra pessoa, porque foi barrado no aeroporto, entrando no país...). O projeto se chama "Slide to Freedom", e se baseia num instrumento inventado por Vishwa Mohan Bhatt, que é uma guitarra ocidental, ou havaiana, adaptada para o uso, com slide (um cilindro de vidro ou aço que desliza sobre as cordas), na música clássica indiana. Veja mais sobre a Mohan Veena
E veja uma apresentação deles em outro festival.
Aqui vai um vídeo com trechos da primeira apresentação no festival. A casa em que tocamos chama-se Schuba´s, e é, na opinião de todos os músicos daqui com quem conversamos, uma das mais interessantes de Chicago. Bom, não conheço as outras, mas devo, mesmo assim, concordar!
Noite de clássicos no Zinc Bar
Taí uma honra: ser o cantor convidado da mais tradicional noite de Brazilian Jazz de NY. Já há, sei lá, vinte anos (?)o domingo ferve sob o comando do pianista Cidinho Teixeira (vejam de quem se trata aqui - http://guia.folha.com.br/shows/ult10052u641277.shtml) no Zinc Bar (http://www.zincbar.com/), um porão de jazz típico, no Village.
Isso aconteceu um dia depois do SOB´s, no Domingo, dia 26 de Setembro.
Vamos de Jobim!
Isso aconteceu um dia depois do SOB´s, no Domingo, dia 26 de Setembro.
Vamos de Jobim!
SOB´s - um rito de passagem
Na terça, um dia antes da turnê começar oficialmente, dei uma passada na frente do SOB´s, e quem se apresentava lá era o Olodum. Não encontrei uma pessoa sequer na cidade que não conhecesse o lugar: é que é uma das casas de música / night clubs mais famosas de NY, e entrar na cidade por aí é entrar pela porta da frente! De modo geral, é uma casa voltada para a dança, a farra, e a recomendação do programador é que se faça o show mais animado possível. No intervalo, o DJ faz a pista ferver com ritmos pop da América Latina, tipo (vixe!) reggaeton. Duas dançarinas (vestidas com economia) aparecem e fazem um show que combina samba com passos de jazz e salsa. O público vai ao delírio! Hum... Tome-lhe Brazil com zê!
Em tempo, uma das bailarinas é Argentina.
O equipamento de som é de primeira, no entanto, e a resposta do público foi bem, bem positiva. No meio da platéia, meus caríssimos amigos Magos Herrera e Alex Kautz, que não via há muitos e muitos anos! Magos foi uma das primeiras incentivadoras da minha carreira, e tê-la ali na platéia, assistindo a minha entrada na "Maçã" foi um presente especialíssimo!
Aqui vai um vídeo gravado durante o show. É a versão cha cha cha para a Dora, do Caymmi, que é uma das músicas que mais está fazendo sucesso nesta turnê:
Em tempo, uma das bailarinas é Argentina.
O equipamento de som é de primeira, no entanto, e a resposta do público foi bem, bem positiva. No meio da platéia, meus caríssimos amigos Magos Herrera e Alex Kautz, que não via há muitos e muitos anos! Magos foi uma das primeiras incentivadoras da minha carreira, e tê-la ali na platéia, assistindo a minha entrada na "Maçã" foi um presente especialíssimo!
Aqui vai um vídeo gravado durante o show. É a versão cha cha cha para a Dora, do Caymmi, que é uma das músicas que mais está fazendo sucesso nesta turnê:
Ainda em Philadelphia
Algumas fotos tiradas na saída da cidade, num dia compridíssimo: 1h da tarde, show em Philly, 3 da tarde, ônibus para NY, 5 da tarde, passagem de som no SOB´s, em Nova Iorque, 9 e 11 da noite, dois sets de show no SOB´s...
Philadelphia - segunda parada
Depois de Nova Iorque, a segunda parada da turnê foram dois shows no Philadelphia Film and Music Festival. No primeiro dia, um clube chamado The Blockley -- me apresentamos só eu e Daniel Marques, abrindo a noite para uma banda local bastante interessante, chamada West Philadelphia Orchestra. Uma banda de sopros, 9 ou dez pessoas, com inspiração em música balcânica, cigana, grega...
Enfim, aqui vai um vídeo deles, pra vocês matarem a curiosidade:
No segundo dia em Philly, Mauricio Zottarelli (bateria) e Patrice Blanchard (baixo) vieram se juntar a nós, pra nos apresentarmos num palco montado na rua pelo pessoal do festival. Antes de nós, um grupo local de Funk/Rock descia a mão:
domingo, 3 de outubro de 2010
Tour Claroescuro USA 2010 - aqui vamos nós!
Bom, já foram duas semanas de turnê, 8 shows, e o pessoal no Brasil está querendo saber mais, ter mais notícias, mais fotos e vídeos, enfim, embarcar comigo nessa aventura em que a gente está cobrindo pelo menos uns 10000km de América do Norte, 4 fusos horários diferentes, sotaques diversos e amigos que espero manter para sempre.
Ao longo destas semanas, houve uma boa quantidade de registros, que a partir de agora, vou começar a organizar e disponibilizar neste blog, junto com algumas das melhores (e piores, felizmente muitíssimo mais raras) histórias da turnê.
Difícil traduzir pra quem não teve essa experiência a loucura que é estar na estrada. Encontrar pessoas, cidades, climas, ambientes... e de repente estar em outro lugar, em outra latitude, em outro clima... Escrever esse blog também é uma forma de buscar extrair sentido deste mosaico quase improcessável de experiências. E também de manter a conexão com os fatos e pessoas que me tocaram, e que pretendo que façam parte da minha vida!
Comecemos, então, com a primeira parada da turnê: Nova Iorque!
22/9/2010 - NYC - NuBlu
Ao longo destas semanas, houve uma boa quantidade de registros, que a partir de agora, vou começar a organizar e disponibilizar neste blog, junto com algumas das melhores (e piores, felizmente muitíssimo mais raras) histórias da turnê.
Difícil traduzir pra quem não teve essa experiência a loucura que é estar na estrada. Encontrar pessoas, cidades, climas, ambientes... e de repente estar em outro lugar, em outra latitude, em outro clima... Escrever esse blog também é uma forma de buscar extrair sentido deste mosaico quase improcessável de experiências. E também de manter a conexão com os fatos e pessoas que me tocaram, e que pretendo que façam parte da minha vida!
Comecemos, então, com a primeira parada da turnê: Nova Iorque!
22/9/2010 - NYC - NuBlu
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